domingo, 6 de agosto de 2017

Homem na cruz protesta contra Temer na Câmara

(Gospel Prime)                                                                                                                                            

 Nesta última quarta-feira (2), ocorreu votação na Câmara dos Deputados para saber se o relatório de arquivamento da denúncia contra o presidente da República Michel Temer seria aceito. E, fora da estrutura interna de poder, só um homem protestava.

André Rhouglas, com uma cruz, estava no gramado do Congresso Nacional. O homem de 56 anos que saiu da cidade de Ponte Nova, em Minas Gerais, viajou 15 horas para fazer coro a uma multidão que não apareceu.

De acordo com o Estadão, André se dispunha de uma placa escrita: “Congresso Nacional o esgoto brasileiro / Fora Temer”. Portado com uma mochila, roupas, água e dinheiro, o homem se sentiu frustrado pela falta de manifestantes e o silêncio em volta. 

“É uma frustração muito grande. Brigamos tanto em 2013 por causa de 20 centavos. Hoje não mexemos nem um dedo por centenas de bilhões que são roubados todos os dias. Ficamos parados no sofá, olhando tudo e reclamando, sem fazer nada”, lamentou.

Pedreiro, garçom, pintor e desenhista de faixas, Rhouglas afirmou que o uso da cruz de madeira foi para simbolizar “o sacrifício do povo brasileiro”. Ele chegou a colocar na laje do Congresso, mas não foi bem recebido. “Confiscaram minha cruz, quebraram ela, mas não vou embora. Viajei até aqui para protestar”.

André já protestou sozinho em outras ocasiões. Entre elas, durante o último ano do governo de Fernando Henrique Cardoso, contra a violência. Também protestou contra o mensalão, a favor da Lei da Ficha Limpa e ao impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.

Mesmo assim, Rhouglas acreditou que encontraria pessoas com o mesmo objetivo seu. “Sou só eu, não ando com movimentos e organizações. Mas achei que iria encontrar pessoas aqui hoje. Me enganei”.

Ele conta que tudo está sendo custeado por suas finanças e que esteve hospedado numa pousada em Brasília. “Pago minhas contas com meu dinheiro e não peço nada a ninguém. No máximo, aceito um copo d’água”, afirmou.


“Vou seguir no meu protesto até o fim do dia, mas depois vou pra casa. Meus filhos já estão grandes, mas preciso voltar para cuidar dos meninos e trabalhar”, diz ele, que tem três filhos.

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